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Aljube vai ser museu
Museu da Resistência e Liberdade
De forma a comemorar os 35 anos do 25 de Abril, a C.M. Lisboa assina dois protocolos que visam transformar o edifício da antiga Cadeia do Aljube num espaço de evocação da resistência à ditadura.
O objectivo é transformar o edifício, situado junto à Sé de Lisboa, num espaço de memória de todos aqueles que até Abril de 1965 sofreram a prisão pela PIDE. Durante quase um terço do século XX, desde que em 1936 foi adstrita a PVDE – Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (antecessora da PIDE), por ali passaram praticamente todos os presos políticos do sexo masculino.
O futuro museu deverá integrar e alargar as valências da actual Biblioteca Museu República e Resistência, criada em 1993, prevendo-se que as obras necessárias à reconversão do edifício se iniciem em 2011.
O protocolo prevê ainda a instalação de um memorial às vítimas da ex-PIDE/DGS na Rua António Maria Cardoso e a criação de um roteiro sobre os locais da resistência em Lisboa.
No mesmo dia, a CML e a Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM) assinaram um protocolo com vista à realização no futuro espaço museológico - de 25 de Abril de 2010 a 25 de Abril de 2011 – da exposição “A Voz das Vítimas”, integrada nas comemorações do Centenário da República, em parceria com o Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais de Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a Fundação Mário Soares.



















