articles
LandArt '09 | Basta um gesto
Residência Artística | Dia 26
A linguagem, não importa qual, é essencial para a comunicação entre dois povos. Aqui, em Jiu Xian, não é excepção. Mas como comunicamos com os "local", as estudantes e artistas chineses estão sempre prontas a ajudar nas traduções, mas muitas vezes não “chegam para as encomendas”. Nestas ausências, o gesto é tudo, dando azo a situações caricatas.
Com Sara Yan, as histórias repetem-se, como é de descendência chinesa, é raro o dia que não comecem a disparar com ela em chinês, e por mais esforço que faça em dizer que não é chinesa e que não percebe o que dizem, de nada lhe serve, pois para alguém com rosto chinês, na china, é impossível que não fale chinês.
Tim Madeira tem utilizado a sua simpatia para, através do gesto, ensinar alguns dos habitantes a utilizar as ferramentas de uma forma distinta, mais eficaz do que eles habitualmente estavam acostumados. Claro que o resultado é olharem para ele como um Deus, que faz maravilhas em tudo o que toca.
Rui Pinto Gonçalves, quando da visita à escola, no décimo oitavo dia desta residência de artistas, foi “obrigado” a pôr uma das crianças de castigo, por estar a perturbar demasiado a aula. Colocou-o num canto da sala durante 1 minuto, de costas viradas. Todos os outros, que não percebiam o que era aquilo, mas acharam graça, correram de imediato para o canto para fazerem o mesmo, ficando Rui no estrado, a olhar para as carteiras vazias.
Mas, à parte destas peripécias, o trabalho segue a grande vapor.
Sara Yan está em guerra com os vernizes da madeira do seu segundo trabalho “mudath” palavra criada pala artista que quer dizer “lugar deitado onde se sente e se percebe que estamos dentro da Natureza”. Não tem resistido aos cheiros intensos do verniz aplicado por ser alérgica e à distância coordena algumas chinesas a fazerem o trabalho. Sara, espera que o cheiro passe, se não, será a única que não poderá desfrutar da sua própria obra.
Marina Carvalho coordena dois montanhistas que se preparam para colocar o seu novo trabalho pendurado numa parte rochosa da montanha.
Filipa da Silveira aproveitou o facto de ter acabado os seus trabalhos, para ajudar os restantes, ainda com tempo para ir à cidade fazer umas massagens de corpo inteiro e, dedicar-se a pintar alguns desenhos.
Rui Pinto Gonçalves também já deu por terminado a sua obra, restando apenas a parte de arranjos exteriores. Não lhe restou alternativa, e lá teve de ir fazer umas massagens!
Vasco Luz está em contra relógio para finalizar a sua obra.
Tim Madeira acabou o seu trabalho e está à espera de poder resolver com os trabalhadores a questão das fundações para colocar a sua obra de pé no sopé da montanha.
Denis Piel e Michel Batlle, prosseguem com os seus trabalhos, também na recta final.
Hoje o grupo teve a visita de duas águias com cerca de 2 metros de envergadura, no local das obras. Magníficas!
Anterior | Próximo | Ver Fotos




















