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LandArt '09 | Contemplar
Residência Artística | Dia 27
Hoje Michel Batlle deu “show” ao pintar ao som do Guqin. Foi um momento de rara beleza onde duas formas tão distintas de arte se cruzaram.
Maria Coustols continua a montar a sua cobra gigante, feita em bidões, com centenas de metros. Infelizmente, o grupo de artistas não vai poder ver finalizada esta obra, devido à sua dimensão. Será um dos trabalhos com mais impacto, no conjunto final.
Em paralelo, Maria vai preparando os festejos de amanhã. Na cerimónia de encerramento, poder-se-há assistir, entre outras coisas, a uma passagem de modelos, que mostrará as vestes a serem usadas na Casa de Chá.
Tim Madeira já está a fixar o seu trabalho na montanha, prevendo apenas amanhã, ter a sua obra concluída.
Filipa da Silveira colocou a sua ultima peça, “base para incenso”, na Casa de Chá.
Vasco Luz, finalmente terminou a sua obra, estando agora em fase de limpeza do terreno envolvente.
Denis Piel, continua a montagem do seu filme com a ajuda de Nicolas Corboz.
Pela manhã Sara Yan, na companhia de estudantes chinesas, foi assistir à confecção de Tofu.
Entretanto, espera que seque o tratamento aplicado à madeira do seu trabalho, para poder ser colocado no terreno.
Marina Carvalho vai coordenando os montanhistas, na fixação da sua peça. Trabalho complicado, que por isso, tem demorado um pouco mais que o previsto. No entanto, estão a fazer-se todos os esforços para que termine amanhã, dia da apresentação dos trabalhos.
Rui Pinto Gonçalves fala-nos da sua peça. “A arte é uma forma de comunicação, que pode levar um desejo, um sentimento, um agradecimento, um aviso, entre outros tantos”.
A sua intervenção, passa por simbolizar a inter-relação que se pode criar entre o Homem e a Natureza. Partindo da paisagem, que é formada por montanhas em forma de cones, é criado um jogo de cinco círculos, que representam os sentidos. São em pedra com 3 metros de diâmetro, inclinados, como cones que tivessem sido corta
dos. Nestas plataformas, o Homem pode contemplar a Natureza.
Os cinco círculos funcionam como uma composição paisagística, uma escultura, uma intervenção do Homem, mas que é feita não só para ser contemplada, como para o Homem nela, contemplar. Um dos círculos pode também funcionar como pequeno palco, de forma a realizar actividades.
Assim entende a LandArt, uma forma de comunicar com a Natureza e com Homem, através dela, para ela e, para o Homem. Arte que o Homem contempla, ao mesmo tempo usa, e faz parte dela.
A estereotomia aplicada na colocação das pedras, remonta-nos à utilizada nos pavimentos em madeira, dos interiores de algumas casas tradicionais chinesas.
À volta dos 5 círculos, o terreno é deixado no seu estado natural.
Deitados sobre os círculos, sentido a textura rugosa da pedra, podemos tocar, ouvir, cheirar e contemplar a Natureza. A uma pequena distancia, serão colocadas plantas aromáticas criteriosamente escolhidas.
CONTEMPLAR é o nome da sua intervenção.
Amanhã, espera-se que todos os trabalhos estejam terminados, no inicio dos festejos de encerramento, desta maravilhosa Residência de Artistas. Sem dúvida uma experiência, que nenhum dos intervenientes irá esquecer.
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