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Oratório Namban
Japão, século XVI (final) período Momoyama – Arte namban
Madeira lacada de negro (Uruxi); pintura (óleo s/ cobre); pó de ouro e prata (maqui-é); vestígios de laca vermelha; incrustações de madrepérola (raden); ferragens, fechadura e dobradiças de cobre lavrado e dourado.
Dim.: A: 513; L: 355 mm (fechado)
A: 513; L: 688 mm (aberto)
No Quarto do Século XVII pontifica, e é a peça mais valiosa, o oratório de arte namban. Não só pela sua delicada beleza, mas também pelo transcendente valor histórico e cultural – representa o encontro de dois povos geograficamente tão distantes, quanto as suas culturas, costumes e religiões – Portugal e Japão.
Toda a decoração figurando árvores, frutos, flores, aves, figuras geométricas (ziguezagues, dentes de serra, enxadrezados), é de expressão profundamente oriental. Quando se abrem as duas meias portas surpreende-nos uma pintura de carácter ocidental representando: Nossa Senhora, São José, o Menino Jesus e São Baptista. Este pequeno retábulo itinerante pode inserir-se no grupo das chamadas lacas jesuítas; aliás, no frontão, recortado, que o encima, sobressai a insígnia dos Jesuítas – as inicias IHS, cruz e três cravos que atravessam o coração.





















